Tendências da procura

É muito difícil fazer projeções exatas sobre o futuro da procura de energia. Há uma longa lista de fatores e variáveis a considerar, que tornam quase impossível chegar a um consenso sobre a composição do cabaz energético nas próximas décadas.


APESAR DE UMA QUEBRA NA PROCURA, O PETRÓLEO DEVE PROVAVELMENTE REPRESENTAR 30% DO CABAZ ENERGÉTICO NA UE EM 2030

Enlarge imageA Agência Internacional de Energia (AIE) definiu para 2030 um Cenário de Novas Políticas (NPS) ambicioso, mas ao mesmo tempo realista. O NPS tem em conta o efeito potencial dos planos políticos internacionais e nacionais, bem como os compromissos já anunciados para lidar com a segurança energética e as questões ambientais, tais como as promessas para reduzir as emissões de GEE e gradualmente eliminar os subsídios à energia fóssil.

Infelizmente esta previsão falha em certos detalhes, como a procura do petróleo para certos produtos.
Com base nas projeções da AIE, a procura de petróleo na UE pode diminuir em 11%, de 681 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) em 2009 para 605 Mtep em 2030. Mesmo com esta descida, ainda representaria 30% do cabaz energético da UE em 2030. A evolução na procura de petróleo depende da evolução das necessidades dos transportes, indústria, aquecimento e outras utilizações.

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Perspetivando a longa prazo para 2050, a Associação Europeia da Indústria Petrolífera (EUROPIA) extrapolou a sua projeção com base no cenário NPS, considerando também outras fontes como o modelo energético PRIMES da Comissão e a análise da CONCAWE (os dados da CONCAWE têm por base a informação da Wood McKenzie e da JEC’s –JRC, EUCAR, CONCAWE – modelo Frota & Combustíveis).

Também foram tidas em conta as estimativas de produtores de petróleo e de associações comerciais (CEFIC, Eurofuel, ATIEL e Eurobitume).
Deve ser realçado que o NPS da AIE não é 100% comparável com as previsões da CONCAWE ou da PRIMES.

Este facto deve-se aos pressupostos por vezes divergentes no cálculo dos cenários e nas abordagens potencialmente diferentes na investigação ou condições utilizadas. Foi escolhida uma abordagem comparativa e foram reconhecidas as suas limitações. No final, comparar as várias fontes ajuda a construir uma visão mais abrangente de como irá evoluir a procura de petróleo até 2030.