Pegada Ambiental

A refinação na UE tem vindo a reduzir a sua pegada ambiental, aumentando de forma continuada a integração energética e os investimentos em eficiência. Adicionalmente, a utilização generalizada da co-geração e de uma tecnologia de catalisação avançada têm permitido ganhos energéticos adicionais. Em resultado destas acções, o sector da refinação aumentou a sua eficiência energética em 1% por ano desde 1990.

AS REFINARIAS TÊM UM FORTE REGISTO HISTÓRICO NA MELHORIA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, SEGURANÇA OPERACIONAL E DESEMPENHO AMBIENTAL.

Enlarge image Enlarge imageA Refinação europeia investiu significativamente para assegurar a conformidade com alguns dos requisitos mundiais mais rigorosos de qualidade do ar (emissões de SO₂, NOx e partículas), da qualidade da água e de protecção do solo. Estes factores têm desempenhado um importante papel na redução da sua pegada ambiental. De facto, o montante de enxofre emitido pelas refinarias na UE reduziu-se para metade desde 1998. A qualidade dos efluentes aumentou grandemente e, nos últimos 30 anos, as refinarias diminuíram dez vezes o montante de hidrocarbonetos descarregados na água.

 

UMA ANÁLISE COMPLETA “POÇO À RODA” DEMONSTRA REDUÇÕES DE CO2 AO LONGO DE TODA A CADEIA DE PRODUÇÃO E CONSUMO.

Enlarge imageO potencial de redução de CO2 nas diversas opções de fornecimento de combustível deve ser avaliado através da análise “Poço à Roda” dos GEE. Por outras palavras, deverá ser considerado desde a sua produção até ao seu consumo, evitando a simples transferência de emissões entre sectores e/ou indústrias ou regiões. A análise “Poço à Roda” aplica-se a todos os segmentos do sector de transportes, seja rodoviário, aviação ou marítimo.

Este tipo de análise contabiliza as emissões de GEE para o ciclo completo. Para os combustíveis derivados do petróleo para os transportes (gasolina e gasóleo), 15% das emissões por unidade de energia ocorrem na fase de produção do combustível, enquanto na fase de consumo ocorrem cerca de 85%.

A análise deste ciclo deve constituir a base para os futuros objectivos industriais e políticos, de modo a conseguir-se um impacto efectivo nas emissões globais de CO2. A abordagem actual da UE em relação ao aumento da procura de gasóleo é um bom exemplo do impacto da abordagem “Poço à Roda”.

“Poço à Roda” & o desequilíbrio Gasóleo/Gasolina

dieselConsiderando que a maioria das Refinarias da UE foram inicialmente configuradas para satisfazer a procura de gasolina e fuelóleo, têm tido dificuldade com a crescente procura de gasóleo. O rácio gasolina / gasóleo era em 1990 de 2:1, encontrando-se agora invertido em 1:2 e podendo mesmo chegar a 1:3,5 em 2030.

O processo de produção de gasóleo consome muita energia gerando, comparativamente com a produção de gasolina, mais emissões de CO2. De modo a satisfazer as necessidades do mercado na UE, as refinarias já estão a investir em alta tecnologia para obter mais gasóleo a partir de destilados mais pesados. Os processos resultantes irão inevitavelmente aumentar o consumo de energia – e as emissões de CO2 .

O resultado líquido disto tudo é que qualquer redução em energia e nas emissões de CO2 que o gasóleo proporcione ao nível da sua combustão, é anulada pelos elevados níveis de emissão no seu processo de fabrico. Por esta razão, é vital que o balanço “Poço à Roda” seja analisado, avaliando-se o impacto global das escolhas de combustível na UE. Para ultrapassar este desequilíbrio, deverão ser reequacionadas as políticas de tributação diferenciada de alguns produtos energéticos, como seja o caso do gasóleo, de forma a eliminar as distorções de mercado que são criadas e a garantir o alinhamento com os actuais e futuros Regulamentos Europeus.